IA sem saber programar: o case Riachuelo e a economia estimada de até R$ 10 milhões/ano
IA sem saber programar na prática: como a Riachuelo formou 30 builders com a Tera e projetou até R$10 mi/ano em economia. Veja o case.

9 minutos de leitura

Dá para criar soluções de inteligência artificial sem saber programar? Na Riachuelo, uma das maiores redes de moda do Brasil, a resposta veio em números: 30 profissionais de mais de dez diretorias construíram 22 soluções de IA em cerca de três meses, gerando entre R$8 milhões e R$10 milhões por ano em economia recorrente estimada. O programa não exigia experiência prévia em desenvolvimento. Este case de IA sem saber programar mostra como isso saiu do discurso e entrou na operação, com um programa da Tera que colocou a IA nas mãos de quem conhece de verdade os problemas do negócio.
Neste artigo você vai ver como a Riachuelo saiu do uso de ferramentas prontas para a formação de builders de IA, quais soluções foram construídas do Jurídico à Logística, os resultados concretos em economia e ganho de tempo, e como levar essa mesma lógica de IA sem saber programar para a sua operação. O foco é o que funciona na prática, com os dados do próprio case, divulgados pela Tera, e o caminho para replicar. O que ainda é estimativa ou projeção aparece sinalizado ao longo do texto.
O desafio: sair das ferramentas prontas para formar quem constrói
A Riachuelo já usava inteligência artificial. O desafio era avançar do consumo de ferramentas prontas para a formação de pessoas capazes de identificar problemas do próprio negócio e construir soluções funcionais, mesmo sem saber programar. Em vez de depender exclusivamente do time técnico, a companhia queria distribuir a capacidade de criar IA para quem vive os desafios da operação todos os dias.
Esse é um desafio comum em grandes empresas. Comprar acesso a ferramentas é fácil; o difícil é transformar esse acesso em soluções que rodam. É aqui que entra a lógica dos builders: profissionais que constroem com a IA a partir de um problema real.
O que a Tera fez na Riachuelo
A resposta foi um programa de construção estruturado como uma sprint de desenvolvimento de projetos, desenhado para gerar adoção real e soluções funcionais.
Formação de builders a partir de problemas reais
Em vez de aulas por cargo, 30 participantes de mais de dez diretorias (Jurídico, RH, Financeiro, Tecnologia, Supply Chain, E-commerce e Indústria) foram organizados em seis clusters, reunindo quem enfrentava desafios semelhantes. Cada encontro tinha como objetivo fazer uma solução avançar um passo concreto, usando o próprio desafio do negócio como matéria-prima.
Sprint com stack homologado pela companhia
O programa combinou 14 horas de encontros ao vivo com mais de 8 horas de trilha assíncrona, utilizando ferramentas como Lovable, n8n e Databricks dentro de uma stack previamente homologada pela área de tecnologia da Riachuelo. Construir sobre o arsenal já aprovado reduziu atrito com segurança e acelerou a adoção.
Demo Day com soluções funcionais
Ao final, cada participante precisava apresentar uma solução funcional em um Demo Day: fluxos capazes de receber uma entrada, processar informações com IA e gerar um resultado. Mais do que protótipos isolados, a metodologia conectou o aprendizado a desafios que já faziam parte do cotidiano das áreas, criando condições para que as soluções fossem testadas e evoluídas dentro da própria operação.
Resultados: IA sem saber programar que virou ROI
Os números do case, divulgados pela Tera, mostram o valor de distribuir a capacidade de construir com IA dentro da empresa:
R$8 milhões a R$10 milhões por ano em economia recorrente estimada com as soluções criadas.
R$5,6 milhões em risco financeiro relacionado a fraude em crédito que um dos projetos já contribuiu para evitar.
22 soluções de IA construídas pelos próprios times.
30 builders formados em mais de 10 diretorias.
R$1,7 milhão em custo pontual potencialmente evitado.
R$42 milhões a R$61 milhões por ano de impacto projetado em um cenário futuro de escala das soluções.
Os valores de economia e de escala são estimativas e projeções, e dependem da evolução e ampliação dos projetos dentro da operação.
As soluções construídas, do Jurídico à Logística
O que impressiona é a variedade de soluções que saíram do programa, cada uma resolvendo uma dor real da operação:
Prevenção de fraude em crédito: um dos projetos já contribuiu para evitar R$5,6 milhões em perdas financeiras.
Análise acelerada: um processo que antes levava até dois dias passou a ser concluído em meio período.
Monitoramento de publicações: uma tarefa antes feita manualmente foi totalmente automatizada.
Logística mais rápida: o tempo para localizar um item perdido durante o picking caiu de cerca de três minutos para dez segundos.
Essas soluções seguem a mesma lógica dos agentes de IA nas empresas: executam tarefas de ponta a ponta, com supervisão humana nos pontos que exigem julgamento.
A mudança de cultura: de usuários a construtores
O impacto foi além dos números. Ao longo da jornada, profissionais de diferentes áreas deixaram a posição de apenas usuários de tecnologia para assumir um papel ativo na criação de soluções para os próprios desafios.
O movimento começou a se espalhar para além dos participantes, com projetos apresentados a outros times, troca de aprendizados entre áreas e interesse de novos profissionais em desenvolver suas próprias iniciativas.
“A maior transformação acontece quando a IA deixa de ser uma ferramenta que poucos sabem operar e passa a ser uma capacidade distribuída dentro da empresa. Quando quem conhece profundamente um problema da operação também consegue construir uma primeira solução para ele, a organização ganha velocidade para experimentar, testar e gerar impacto. Foi esse movimento que buscamos provocar junto à Riachuelo”, afirma Leandro Herrera, fundador e CEO da Tera.
Como levar IA para a sua empresa, mesmo sem time técnico
O case da Riachuelo mostra um caminho replicável. Comece por um problema real com volume e dor claros, forme um núcleo de pessoas que constrói de verdade sobre o stack que a sua área de tecnologia já aprovou, e meça o resultado desde o início. Horas liberadas, custo evitado, tempo de ciclo reduzido. O mesmo desenho apareceu no treinamento de IA para empresas que a Tera conduziu na Natura.
Conhecer as ferramentas de IA para o trabalho ajuda, mas o que sustenta a mudança é a capacidade instalada no time: tecnologia sem gente preparada para construir vira mais um piloto esquecido.
Tera para Empresas: forme os builders de IA do seu time
Se o objetivo é tirar a IA das ferramentas prontas e colocá-la nas mãos de quem conhece o negócio, como a Riachuelo fez, a frente B2B da Tera foi desenhada para isso. O Tera para Empresas conduz sua operação do diagnóstico ao agente em produção, com programas que constroem sobre o stack de IA já aprovado pela sua área de tecnologia. Solicite um diagnóstico para o seu time e transforme ambição em vantagem competitiva com velocidade.
A Tera é a plataforma de quem constrói com IA, uma escola brasileira que já formou mais de 60 mil estudantes em tecnologia e inteligência artificial. Nossa crença é simples: não basta usar IA, é preciso construir com ela. O mercado promove quem entrega, e é isso que ensinamos na prática, em áreas que vão de IA, Produto e Design a Dados, Marketing, Negócios e Liderança, do Membership para quem está começando à Pós-Graduação em IA Aplicada para Negócios, oferecida com a Faculdade Sirius e reconhecida pelo MEC.
A Tera já atuou com grandes organizações como Itaú, Bradesco, Visa, iFood, Natura, Nestlé, Eurofarma e QuintoAndar no desenvolvimento de competências práticas em IA. A Tera é reconhecida por instituições como World Economic Forum, Google for Startups, Endeavor Brasil e HolonIQ.
Perguntas frequentes
É possível criar soluções de IA sem saber programar?
Sim. No case da Riachuelo, 30 profissionais de áreas como Jurídico, RH, Financeiro e Logística construíram 22 soluções de IA em um programa que não exigia experiência prévia em desenvolvimento, usando ferramentas como Lovable e n8n dentro de uma stack homologada pela empresa. O que viabiliza isso é um método que parte do problema real do negócio e um acompanhamento próximo durante a construção.
Quanto tempo leva para formar builders de IA em uma empresa?
Um programa orientado a construção trabalha em janelas de semanas. Na Riachuelo, 30 builders desenvolveram 22 soluções funcionais em cerca de três meses, combinando 14 horas de encontros ao vivo com mais de 8 horas de trilha assíncrona, encerrando em um Demo Day com soluções rodando.
Que tipo de resultado a IA sem código pode gerar na operação?
No case da Riachuelo, uma das soluções contribuiu para evitar R$5,6 milhões em risco de fraude em crédito, e o conjunto das iniciativas representa uma economia recorrente estimada entre R$8 milhões e R$10 milhões por ano. Exemplos incluem análises que caíram de dois dias para meio período e buscas na logística que passaram de três minutos para dez segundos.
Como medir o ROI de um programa de capacitação em IA?
Olhe para métricas de aplicação e impacto, não para presença: horas de trabalho liberadas, custo evitado, número de soluções que saíram do programa e continuam rodando, e tempo de ciclo reduzido nos processos. Na Riachuelo, esses indicadores somaram de R$8 mi a R$10 mi por ano em economia recorrente estimada.
Precisa adotar novas ferramentas para rodar o programa?
Não. Um bom programa constrói sobre as ferramentas de IA que a sua área de tecnologia já aprovou. Na Riachuelo, a sprint usou uma stack previamente homologada pela companhia (Lovable, n8n e Databricks), o que reduz atrito com segurança e acelera a adoção pelo time.

AUTOR
Gustavo Costa
Especialista em canais orgânicos e SEO, formado em Marketing e cursando MBA em branding & growth. Sou apaixonado por comunicação e transmitir conhecimento a partir da escrita.
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