IA no ensino superior: as universidades estão preparando alunos para o mercado de tecnologia?

Pesquisas mostram lacunas entre o que universidades ensinam e o que o mercado pede em IA. Veja dados, o impacto no ENEM e como se preparar.

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11 minutos de leitura

Inteligência artificial na educação e ensino superior

Mais de 5 milhões de candidatos confirmaram inscrição no ENEM 2026, com provas marcadas para 8 e 15 de novembro. Ao mesmo tempo, o Google lançou simulados interativos dentro do Gemini, sua plataforma de inteligência artificial, para ajudar candidatos a se prepararem com questões práticas, correção detalhada e plano de estudos personalizado. A IA já faz parte da jornada de quem quer entrar na universidade. A pergunta é: o que acontece depois que o estudante entra?

Pós Graduação

Pesquisas recentes mostram que as instituições de ensino superior brasileiras estão em momentos diferentes na adoção da inteligência artificial. Enquanto o número de cursos de graduação em IA cresce no país, empregadores apontam uma lacuna prática entre o que se aprende na sala de aula e o que o mercado de trabalho exige. Neste artigo, reunimos os dados mais atuais sobre o tema para entender o panorama da IA no ensino superior, o impacto no ENEM e o que profissionais podem fazer para se preparar.

IA no ENEM 2026: inteligência artificial como ferramenta de estudo

Em agosto de 2026, o Google anunciou a integração de simulados do ENEM ao Gemini e ao AI Mode na Busca do Google. O recurso foi desenvolvido em parceria com o Akira Enem (edtech brasileira especializada na prova) e oferece questões práticas com correção instantânea, explicações passo a passo e diagnóstico de desempenho por área de conhecimento.

O diferencial está na abordagem: em vez de entregar respostas prontas, o Gemini estimula o raciocínio do candidato, apresentando caminhos de resolução e criando um plano de estudos personalizado com base nos pontos que precisam de reforço. O acesso é gratuito e funciona diretamente no app do Gemini e na Busca.

Iniciativas como essa sinalizam algo importante: a inteligência artificial já está presente na rotina de estudo dos candidatos ao ensino superior. Resta saber se, ao ingressar na graduação, esses mesmos estudantes encontrarão um ambiente preparado para aprofundar essa relação com a tecnologia.

IA nas universidades brasileiras: o que os dados mostram

O mapeamento mais recente do MCTI, CGEE e LNCC (2026) identificou 202 cursos superiores em Inteligência Artificial e Ciência de Dados no Brasil, distribuídos em 153 instituições. Desses, 76 são bacharelados e 126 são cursos tecnólogos. O número indica uma expansão da oferta acadêmica, mas ainda concentrada em áreas específicas da computação.

Já do lado dos estudantes, a pesquisa da ABMES com a Educa Insights (2024), realizada com 300 entrevistados, mostrou que 71% dos universitários já usam ferramentas de inteligência artificial nos estudos, 80% conhecem essas ferramentas e 74% gostariam que suas instituições investissem mais em IA. Os estudantes estão adotando a tecnologia por conta própria, muitas vezes antes de a instituição incorporá-la formalmente aos currículos.

Um retrato mais detalhado vem da pesquisa da Pearson em parceria com a AWS (2026), que ouviu 350 estudantes, 100 líderes acadêmicos e 50 empregadores no Brasil. Entre os resultados:

  • 74% dos estudantes consideram o ensino superior ainda mais essencial em um mundo com IA.

  • Apenas 17% dos estudantes dizem que suas universidades acompanham a evolução da inteligência artificial.

  • 47% dos estudantes estão satisfeitos com o conteúdo de IA oferecido pela instituição.

Os números revelam uma percepção ambígua: os estudantes valorizam a graduação e enxergam nela um papel central na era da IA, mas uma parcela significativa sente que as instituições não estão avançando no ritmo da tecnologia. É importante destacar que esses dados refletem a amostra pesquisada e não podem ser generalizados para todas as universidades do país. A graduação constrói a base. A preparação prática para trabalhar com IA ainda chega de forma desigual entre as instituições.

O que o mercado de trabalho espera de quem se forma hoje

Do outro lado, o mercado de trabalho está se movendo rápido. O AI Jobs Barometer 2026 da PwC mostra que as vagas que exigem habilidades em inteligência artificial no Brasil saltaram de cerca de 63 mil em 2024 para 182 mil em 2025. Em menos de dois anos, a demanda quase triplicou.

A pesquisa Work Trend Index 2024 da Microsoft e LinkedIn aponta que 58% dos líderes empresariais não contratariam um candidato sem competências em IA. O dado reforça que letramento em inteligência artificial deixou de ser diferencial e passou a ser requisito.

E aqui está a lacuna que mais preocupa. Na mesma pesquisa da Pearson/AWS (2026) com empregadores brasileiros:

  • 42% citam falta de experiência prática em IA entre os profissionais recém-formados.

  • 42% apontam uma distância entre o conhecimento acadêmico e a aplicação prática no ambiente de trabalho.

Esses dados, coletados em uma amostra de 50 empregadores no Brasil, mostram uma tendência clara: o diploma continua sendo valorizado, mas não garante, sozinho, a preparação prática que as empresas buscam em inteligência artificial. As profissões do futuro exigem uma combinação de base técnica, capacidade de aplicação e atualização contínua.

Da teoria à prática: como construir habilidades em IA além da graduação

Nenhuma pesquisa sustenta a ideia de que a universidade é dispensável. Pelo contrário: 74% dos estudantes ouvidos pela Pearson/AWS consideram o ensino superior ainda mais relevante na era da IA. O ponto não é substituir a formação acadêmica. É complementá-la com experiências que traduzam conhecimento em aplicação.

A pesquisa AI Adoption Benchmark Brasil 2025 da Tera, realizada com 3.109 profissionais e coberta pelo Valor Econômico, identificou que a adoção de IA nas empresas brasileiras ainda é desigual: há profissionais que já constroem automações e agentes, e há equipes inteiras que não passaram do prompt básico. O cenário reforça a necessidade de formações que entreguem habilidades aplicáveis, não apenas conceitos.

Para quem está na graduação ou saiu dela recentemente, o caminho prático inclui:

  • Aprender ferramentas de IA aplicadas ao seu campo de atuação: não basta saber que ferramentas de inteligência artificial existem. É preciso saber aplicá-las a problemas reais do seu contexto profissional. Um bom ponto de partida é entender como aprender IA do zero e construir uma base sólida de experimentação.

  • Buscar formações com foco em aplicação: cursos e programas que incluem tutoriais práticos, projetos reais e comunidade profissional encurtam a distância entre a teoria e o que o mercado pede.

  • Acompanhar a evolução do mercado: as competências que o mercado valoriza mudam rápido. Manter-se atualizado sobre tendências, ferramentas e demandas profissionais é parte da preparação.

A inteligência artificial já faz parte da rotina de quem se prepara para o ENEM. Faz parte da rotina de quem estuda na universidade. E faz parte, cada vez mais, dos critérios de contratação. Quem consegue conectar conhecimento acadêmico com habilidades práticas em IA constrói uma vantagem profissional concreta.

Pós-Graduação em IA Aplicada para Negócios: seu próximo passo depois da graduação

Se você já concluiu a graduação e quer reduzir a distância entre o que aprendeu e o que o mercado de trabalho pede em inteligência artificial, a Pós-Graduação em Inteligência Artificial Aplicada para Negócios da Tera foi desenhada para isso. O programa é realizado em parceria com a Faculdade Sirius e conta com certificado de pós-graduação reconhecido pelo MEC.

Pós Graduação

O aprendizado acontece a partir da construção de soluções reais. Os módulos cobrem fundamentos de IA aplicados a negócios, construção de soluções e protótipos com ferramentas no-code, marketing e crescimento com IA, e automação com agentes e workflows. Ao longo do curso, cada estudante desenvolve um projeto aplicado conectado ao seu contexto profissional, que se transforma em uma entrega concreta para o portfólio.

Não é necessário saber programar, e a formação combina aulas gravadas, masterclasses mensais ao vivo com profissionais do mercado e apoio de tutores. O acesso ao conteúdo dura dois anos, e a conclusão pode acontecer entre seis meses e dois anos após o início, no ritmo que couber na sua rotina. Para se matricular, é preciso ter diploma de graduação em qualquer área (bacharelado, licenciatura ou tecnólogo).

Conheça a Pós-Graduação em IA Aplicada para Negócios da Tera.

Tera: a AI School de quem constrói com IA

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A Tera é uma AI School que forma profissionais e empresas desde 2016 para construir com inteligência artificial, muito além do prompt.

Antecipamos carreiras antes de o mercado saber nomeá-las: formamos a primeira geração de profissionais de produto, growth e dados do país. Agora formamos quem está construindo na era da IA.

A Tera oferece cursos, formações, pós-graduação e MBA. Atuamos em Inteligência Artificial, Produto, Design, Dados, Marketing, Negócios e Liderança, das ferramentas generativas do dia a dia à construção de agentes e automações.

São mais de 50 mil estudantes formados e reconhecimento do World Economic Forum, do Google for Startups, da Endeavor Brasil e do selo HolonIQ.

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Tera. A plataforma de quem constrói com IA.

Perguntas frequentes sobre IA no ensino superior

As universidades brasileiras estão preparadas para ensinar IA?

O Brasil conta com 202 cursos superiores em IA e Ciência de Dados (mapeamento MCTI/CGEE/LNCC 2026), mas pesquisas como a da Pearson/AWS mostram que apenas 17% dos estudantes brasileiros consideram que suas instituições acompanham a evolução da IA. A graduação constrói uma base sólida; a preparação prática para trabalhar com IA ainda chega de forma desigual entre as instituições.

Como a IA está sendo usada no ENEM 2026?

O Google lançou simulados interativos gratuitos dentro do Gemini e do AI Mode na Busca, em parceria com o Akira Enem. O recurso oferece questões práticas com correção detalhada, diagnóstico de desempenho e plano de estudos personalizado. Mais de 5 milhões de candidatos confirmaram inscrição no ENEM 2026, com provas em 8 e 15 de novembro.

Quantas vagas de emprego exigem habilidades em IA no Brasil?

Segundo o AI Jobs Barometer 2026 da PwC, as vagas que exigem habilidades em IA no Brasil saltaram de cerca de 63 mil em 2024 para 182 mil em 2025. Pesquisa da Microsoft e LinkedIn (2024) indica que 58% dos líderes empresariais não contratariam um candidato sem competências em IA.

A graduação é suficiente para trabalhar com IA?

A graduação oferece fundamentos essenciais de raciocínio, método e conhecimento técnico. No entanto, 42% dos empregadores brasileiros ouvidos pela Pearson/AWS apontam uma lacuna entre o que se aprende na universidade e o que se aplica no trabalho com IA. Formações complementares com foco em aplicação prática, como uma pós-graduação em IA aplicada, ajudam a preencher essa distância.

O que é a Pós-Graduação em IA Aplicada para Negócios da Tera?

A Pós-Graduação em Inteligência Artificial Aplicada para Negócios é um programa da Tera em parceria com a Faculdade Sirius, com certificado de pós-graduação reconhecido pelo MEC. Combina aulas gravadas, masterclasses ao vivo e um projeto aplicado, usa ferramentas no-code e não exige conhecimento prévio de programação. Para se matricular, é necessário ter diploma de graduação em qualquer área.

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AUTOR

Gustavo Costa

Especialista em canais orgânicos e SEO, formado em Marketing e cursando MBA em branding & growth. Sou apaixonado por comunicação e transmitir conhecimento a partir da escrita.

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