Inteligência artificial no RH: o novo protagonismo da área para transformar a cultura organizacional

Investir em IA não basta se o time não confia na tecnologia. Veja como o RH pode fechar esse gap e destravar a adoção. Conheça o Tera empresas

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5 minutos de leitura

Por que a inteligência artificial no RH virou prioridade estratégica

O tema ganha relevância em um cenário em que empresas de diversos setores aceleram investimentos em IA, mas ainda enfrentam dificuldades para disseminar conhecimento, engajar colaboradores e transformar experimentação em resultados concretos.

Um levantamento realizado pela Tera com 3.109 profissionais brasileiros ajuda a ilustrar esse desafio: enquanto os participantes registraram 72,8 pontos em domínio conceitual sobre inteligência artificial, a confiança para aplicar esse conhecimento no dia a dia ficou em apenas 38,5 pontos, revelando um gap de mais de 34 pontos entre conhecimento e execução.

Nesse contexto, a área de Recursos Humanos assume um papel estratégico ao conectar desenvolvimento de talentos, transformação cultural e evolução das competências necessárias para o futuro do trabalho.

"Existe uma percepção equivocada de que a transformação impulsionada pela inteligência artificial é responsabilidade exclusiva das áreas técnicas. Na prática, nenhuma iniciativa de IA se sustenta sem uma mudança de comportamento das pessoas. E essa mudança começa pela cultura organizacional, que é um território historicamente liderado pelo RH". Leandro Herrera, fundador e CEO da Tera.

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O gap entre conhecer e aplicar IA nas empresas

A necessidade de ampliar o letramento em IA nas organizações se torna ainda mais evidente diante dos desafios observados nas empresas.

Mesmo em ambientes que já possuem iniciativas estruturadas de inteligência artificial, o conhecimento frequentemente permanece concentrado em equipes técnicas, dificultando a escalabilidade dos projetos e limitando o potencial de geração de valor.

Dados internos da Tera apontam que uma das principais dores das organizações é justamente expandir o uso da tecnologia para áreas de negócio, criando multiplicadores internos capazes de disseminar conhecimento e boas práticas.

Os resultados da pesquisa reforçam esse cenário. Hoje, 54% dos profissionais brasileiros estão no estágio considerado "explorador" da IA, utilizando ferramentas sem um método estruturado, enquanto apenas 5,4% alcançaram um nível avançado de maturidade.

Explore os dados completos da pesquisa AI Adoption.

O dado evidencia que o desafio corporativo deixou de ser o acesso à tecnologia e passou a ser a construção de capacidades que permitam utilizar a inteligência artificial de forma estratégica e consistente.

Como o RH pode acelerar a adoção de IA e a capacitação dos times

Nesse cenário, o RH passa a desempenhar um papel decisivo desde a atração de talentos até a capacitação contínua dos colaboradores. Mais do que promover treinamentos pontuais, a área é responsável por incorporar a inteligência artificial aos processos de desenvolvimento, estimular uma mentalidade de aprendizagem constante e ajudar a construir ambientes em que inovação e adaptação façam parte da rotina.

Para Leandro, organizações que desejam se tornar verdadeiramente orientadas por IA precisam abandonar a lógica de projetos isolados e tratar a tecnologia como um movimento corporativo amplo.

"A inteligência artificial não pode ser vista apenas como uma ferramenta operacional. Ela precisa fazer parte da forma como a empresa aprende, toma decisões e desenvolve pessoas. Quando o RH assume esse papel de articulador da transformação, as chances de sucesso aumentam significativamente", pontua.

A própria forma como a tecnologia vem sendo utilizada demonstra essa necessidade de evolução cultural.

Segundo o levantamento, 87,5% dos profissionais usam IA para geração de textos, mas apenas 37,8% a aplicam para automatizar tarefas e processos, uma das aplicações com maior potencial de impacto na produtividade. Além disso, profissionais que utilizam IA para automação apresentam índices de criatividade 44,8% superiores aos daqueles que não automatizam atividades, sugerindo que a tecnologia pode ampliar a capacidade humana de inovação quando aplicada de maneira estratégica.

RH no centro da transformação organizacional

A crescente influência do RH nas agendas de transformação reflete uma mudança mais ampla no papel da área dentro das empresas.

Questões como cultura, liderança, desenvolvimento humano, saúde organizacional e inovação passaram a ocupar espaço estratégico nas discussões de negócios, especialmente em um contexto marcado por rápidas mudanças tecnológicas.

Não por acaso, o tema estará entre os destaques da segunda edição da Humanship Experience, encontro que reunirá lideranças de RH para debater o futuro do trabalho, a transformação organizacional e os impactos da inteligência artificial sobre pessoas e empresas.

Entre os participantes confirmados está o CEO da Tera, que levará ao debate sua visão sobre os desafios da capacitação em IA no Brasil e a importância de transformar conhecimento em aplicação prática dentro das organizações.

Cintia Barcelos, CTO do Bradesco, e Renato Boldo, CFO da Mars Pet Nutrition, vão colocar na mesa o que toda liderança de RH precisa ouvir de fora da função: como a área é percebida pelas outras cadeiras, onde sua influência é genuína, onde ainda há lacunas e o que é preciso para que essa parceria resulte em transformação de verdade. Outros nomes confirmados são Andrea Milan, CHRO no Banco BMG, Marcela Ziliotto, CHRO na Pipo Saúde, Wellington Silverio, HR Director LATAM na John Deere, e Guilherme Tomazin, Sr. HR Executive COMP.

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Quer levar a inteligência artificial para além das áreas técnicas e formar multiplicadores internos? Conheça as soluções corporativas da Tera para empresas. Leia também a repercussão do tema no Valor Econômico.

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AUTOR

Leandro Herrera

Leandro Herrera é o fundador e CEO da Tera, um novo modelo de educação para a economia digital. É uma das lideranças na discussão sobre futuro da educação num contexto de digitalização da economia e impacto no trabalho, e escreve quinzenalmente uma coluna sobre o tema na Época Negócios.

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