homem discursando para uma plateia

Storytelling: como uma marca pode ser ouvida (e amada) no meio da barulheira do mercado

Contar a história da sua empresa pode ser fundamental para criar mais que clientes, uma comunidade fiel que leva sua marca para outros níveis

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Kaique PaesWritten by:

Todo mundo conhece um bom contador de histórias. Alguém que, seja no “almoço da firma” ou no happy hour, sabe prender a atenção das pessoas com um relato, sabe fazer rir, emocionar ou mesmo assustar. Quando vemos uma pessoa assim, logo pensamos que ela “leva jeito” pra coisa. Sim, talento faz diferença. Mas existe um conjunto de técnicas para contar histórias que qualquer um pode aprender. E elas levam justamente o nome em inglês dessa prática: storytelling.

Entre as empresas, o conceito rapidamente se tornou prioritário. Porque no momento em que as ferramentas de comunicação apresentam resultados mais diluídos e menos impactantes, é preciso dar alguns passos para trás. É preciso fazer os processos de forma menos automatizada e mais humana — um adjetivo que tem tudo a ver com storytelling.

Um abrigo para o bombardeio

Para você entender a importância de uma boa história, basta espiar seu celular. Com certeza vai encontrar uma tempestade de SMS, e-mails, banners e outras formas de comunicação nele.

Mas você provavelmente não dedica mais do que alguns segundos de atenção para cada uma dessas peças.

simbolo de cartas que falam para de me mandar spam

Nesse bombardeio, marcas que saibam engajar por meio de histórias são como um abrigo. É alentador encontrar uma empresa que saiba usar bem os canais de comunicação com seus clientes.

Agora, se uma marca consegue se conectar com as pessoas, já temos aí um primeiro aprendizado. Porque isso só acontece se existe personificação. Ou seja, a marca foi construída de forma a ter uma identidade, com características humanizadas, às quais as pessoas possam se afeiçoar.

Este é um desafio e tanto. Mas a solução para ele não poderia ser mais simples: contando uma história. Em outras palavras, o brand storytelling.

Afinal, o que é brand storytelling?

Vamos direto ao ponto: é a narrativa coesa que reúne os fatos e as emoções evocados por uma marca.

É o passo adiante da comunicação de uma organização. Além de oferecer, aos consumidores, razões pelas quais eles deveriam comprar um produto ou serviço, as empresas precisam começar a compartilhar as histórias por trás de suas marcas — porque elas existem, porque são relevantes — de forma consistente, em toda a comunicação.

Antes um diferencial, o storytelling de marcas tornou-se obrigatório. É o que vai dar visibilidade a um negócio. É uma espécie de bússola da estratégia, e o destino apontado por ela será uma marca lucrativa e atraente.

homem de pé apresentando um projeto para mais tês pessoas

Por quê? Bem, aqui estão três motivos indiscutíveis:

Peixe único no mar da mesmice

A internet democratizou o marketing ao torná-lo acessível, mas também tornou bem mais difícil que uma marca se destaque. Seu celular é prova de que o marketplace está lotado. Há milhões e milhões de conteúdos sendo criados e compartilhados todos os dias. Empresas de todo o mundo investem bilhões de dólares para obter alguns segundos de atenção de um público que recebe sempre as mesmas mensagens.

Então, em vez de jogar fatos, estatísticas e depoimentos nos consumidores, uma empresa precisa fazer com que suas marcas sejam memoráveis e reais. “Embrulhar” a mensagem em uma história que toque as pessoas, que simplifique as informações e que provoque uma resposta emocional.

Use narrativas para compartilhar a história da sua marca, os desafios e os valores dela. Os benefícios são comprovados: de acordo com estudos, mensagens entregues na forma de história são ate 22 vezes mais memoráveis do que por meio de fatos.

Sua marca vira um peixe totalmente diferente no mar da mesmice.

homem discursando para uma plateia

Em vez de público, tenha uma tribo

Um dos princípios do storytelling é a empatia. Ao se colocar no lugar do público para quem sua história será contada, você precisa refletir sobre o que as pessoas realmente precisam (e isso vai além de um produto ou serviço).

Veja o exemplo da Apple. Ela vende tecnologia; mas, desde o começo, os consumidores reconhecem valores como ousadia e coragem na marca. Já o público da Tesla precisa sentir que vale a pena lutar pelo meio ambiente e apoiar energias sustentáveis.

Então, pense em quais emoções, valores e ideias você pode oferecer à sua audiência. O que você quer que eles sintam depois de se comunicarem com sua marca? Que tipo de valor você está oferecendo sempre que se engajam com algum conteúdo? O que sua marca significa para eles, além daquilo que é vendido?

Use sua história para criar uma conexão emocional profunda: inicie conversas, estimule o engajamento, envolva o público no que você faz como negócio. Faça com que sua marca seja uma experiência que eles podem consumir. É isso que vai transformar clientes que compram seus produtos/serviços em uma tribo que vai apoiar seu sucesso, seguir seu negócio, ser leal e voltar para mais.

Seja rentável e humano

A história de uma marca pode fazer muito mais do que conectá-la a uma audiência ideal. Pode também apresentar o impacto causado por um negócio, o que é fundamental nos dias atuais.

Afinal, os consumidores estão exigindo cada vez mais que as empresas mostrem como seu trabalho gera impacto — como ele defende uma causa e como obtém resultados além do lucro.

É por isso que sua missão importa. O desejo de “mudar o mundo” deixou de ser um clichê, à medida que as marcas de fato atuem de acordo com os valores que apresentam. Não à toa, as “10 empresas mais empáticas” do relatório Global Empathy Index, realizado pela Harvard Business Review, estão entre as mais rentáveis do mundo.

mulher apresentando projeto para pessoas sentadas em uma mesa

Aqui, novamente, o storytelling é o caminho. Pois é a ferramenta mais antiga e poderosa para a educação efetiva. Nós somos geneticamente programados a amar e responder a histórias, e uma história de marca memorável é exatamente do que seu negócio precisa para se conectar com o público.

E aí, convencido(a)? Então aqui vão algumas dicas para você começar a colocar o storytelling em prática o quanto antes.

1) Pense como o seu público (ou tribo)

Como dissemos, a empatia é indispensável para que contemos uma boa história. Ao elaborar o discurso, você deve se colocar no lugar do consumidor, por vários motivos — desde entender a linguagem certa para ele, até conhecer seus anseios e desejos. Dessa forma, conseguirá levantar atributos que farão a marca ser mais relevante.

2) Crie uma linha do tempo

Histórias são definidas como uma sequência de acontecimentos desencadeados ou vividos por personagens. Procure criar essa sequência de eventos e alimentá-la com frequência. Sem essa continuidade, você não terá uma história, mas somente um fato. E sem a frequência na comunicação, sua história para no tempo — e o vínculo com os consumidores pode se romper.

3) Busque envolvimento

Para engajar o público, fazer com que ele se interesse pela história e queira se engajar com o universo dela, é preciso criar uma ligação. Por isso é tão importante apresentar, logo de saída, fatos ou personagens interessantes.

O que levou sua marca a ser criada? Seria um insight? Essa marca é a resposta a um momento específico na vida de alguém? Que transformação ela promove na vida das pessoas? Ao responder essas perguntas, você provavelmente terá material para criar uma história envolvente.

No fundo, compartilhar uma bela história é uma das ferramentas de marketing digital mais eficazes da atualidade. E se você quiser se aprofundar nesse campo, precisa conhecer o nosso bootcamp de Digital Marketing & Growth. Ele foi construído para desenvolver as suas habilidades como estrategista em Marketing Digital & Growth, para liderar as transformações digitais e acelerar sua carreira.

Storytelling: como uma marca pode ser ouvida (e amada) no meio da barulheira do mercado

by Kaique Paes tempo de leitura: 5 min
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