duas pessoas em frente a um computador trabalhando

Sua cultura é digital? Porque a do seu consumidor é (ou será em breve)

A Cultura Digital de uma empresa deve vir muito antes da tecnologia, entenda a importância desse mindset na transformação digital

Views: 139

Kaique PaesWritten by:

Se em algum momento você já teve pensamentos do tipo “no meu tempo isso era diferente”, não se preocupe: você não está sozinho. Hoje, a transformação digital é tão acelerada que ninguém escapa da “síndrome de vovózinha”. Aquela sensação de que tudo muda muito rápido, o que faz com que pareçamos velhos.

Bom, tudo realmente está mudando de um dia para o outro – pessoas, empresas, o mundo. Mas nós podemos acompanhar isso, desde que mergulhemos de uma vez na cultura digital.

Claro que falar é fácil. Se fosse tão simples, quase todas as empresas estabelecidas do mercado teriam digitalizado sua cadeia de valor – algo que elas vêm tentando realizar já faz algum tempo.

Em termos de negócio, é fácil entender esse impulso das organizações. De acordo com o relatório “The Global State of Digital in 2019 Report”, do Hootsuite, o impacto da transformação digital em mercados é tremendo. Olha só como o dinheiro está conectado às atividades dos consumidores no Brasil:

  • 61% usam mobile banking
  • 38% usam meios de pagamento mobile
  • 45% realizam compras online utilizando o mobile

Esses números vão continuar aumentando. Ou seja, o público está correndo para o digital, e as empresas precisam estar lá antes que os consumidores cheguem. O problema é que, na maioria das vezes, os gestores consideram que é só adotar novas tecnologias, capacitar o time, e pronto: “seus problemas acabaram!”

As barreiras do pensamento

duas pessoas em frente a um computador trabalhando

Mas não é bem assim. Como você deve saber, cultura, quem faz, são as pessoas. Ou seja, a cultura digital só vai se estabelecer se as pessoas incorporarem novos hábitos, transformarem comportamentos. Eu, você, todo mundo.

Então, estamos falando de mudanças na forma de pensar – no nosso mindset. É aí que o bicho pega, porque não é nada fácil mudar a forma de pensar de alguém.

De acordo com um estudo realizado pela Cedro Technologies, a cultura organizacional é a principal dificuldade para a implementação da transformação digital, tendo sido apontada por 36,72% dos respondentes. Conduzida em abril de 2018, a pesquisa envolveu 100 executivos de tecnologia do mercado financeiro.

Por que é tão difícil? Porque dá trabalho. Essa transformação requer aprendizado constante, humildade para recomeçar, aprender a desaprender, e então reaprender. É preciso vencer o gap de conhecimento que atinge as corporações e os profissionais em todos os níveis e atividades.

Este é o propósito da Tera: preparar profissionais e empresas para as novas demandas da economia digital. É o que está por trás dos bootcamps que oferecemos.

Esse é o foco do nosso blog, também. Por isso, trazemos abaixo algumas dicas de como você pode fomentar a cultura digital na sua empresa.

Pratique o que você prega e dê exemplos

Não adianta você, como gestor, respirar os ares digitais 24 horas por dia, mas preservar o mindset de antigamente. É essencial que você saiba se adaptar a novas formas de trabalho.

Por exemplo:

  • aceitar horários mais flexíveis;
  • extinguir espaços físicos desnecessários;
  • trocar reuniões presenciais por calls;
  • contratar freelancers ou trabalhadores em home office, etc.

Além disso, você precisa entender que as tecnologias são apenas ferramentas, que não substituem o trabalho humano.

Lembre-se de que o exemplo é tudo. A implementação de uma cultura voltada à transformação digital necessariamente começa de cima para baixo. Então, gestores devem ser os principais agentes da mudança.

Aprenda e continue aprendendo

A principal marca da transformação digital é a velocidade. E as mudanças não têm data pra terminar. Pelo contrário, a tendência é que se acentuem daqui em diante, com as novas tecnologias que vêm surgindo.

menino de frente para um computador mexendo em um código

Um estudo chamado The Future of Jobs Report apontou as seguintes tendências:

  • Novas tarefas impulsionam a demanda por novas habilidades
    Entre as habilidades com crescente demanda estão competências relacionadas à tecnologia, como pensamento analítico, aprendizado ativo e design tecnológico.
  • Todos precisarão se tornar eternos aprendizes
    Em 2022, todos os empregados precisarão de uma média de 101 dias de aprendizado e aperfeiçoamento pessoal por ano.

Dá para ter uma ideia da importância do aprendizado contínuo, certo? O chamado life long learning, ou aprendizado durante toda a vida.

Os formatos antigos de educação, longo e engessados, já não servem mais; é preciso se atualizar constantemente. Você pode fazer isso de forma autônoma, com suas próprias fontes de informações e conhecimento, ou recorrer a cursos como os da Tera, criados neste novo formato de educação.

Reconheça os talentos digitais

Além de ser você mesmo uma referência da mudança de paradigmas, procure destacar colaboradores que apresentem comportamentos em linha com os novos tempos.

Eles têm habilidades que certamente vão ajudar a propagar a mensagem de mudança dentro do ambiente de trabalho, principalmente junto aos mais resistentes.

Esse reconhecimento pode acontecer de formas diferentes. Desde um destaque na newsletter para os hábitos exemplares do colaborador, até um workshop sobre transformação digital conduzido por ele para “contaminar” os demais.

pessoa pagando a conta com o celular

Estimule os “colaboradonos”

O mercado está lotado de exemplos de empresas que não deram certo por falta de engajamento. Principalmente quando se trata de mudar paradigmas culturais. Não adianta adotar um novo sistema se ele for usado apenas nos primeiros meses, sendo deixado de lado quando surgir alguma dificuldade.

Além de ouvir ideias durante a construção do sistema e realizar uma capacitação, é preciso estar sempre aberto aos feedbacks da equipe. Isso diminui o risco de os colaboradores usarem a ferramenta de modo automático, muitas vezes preguiçoso, e todos buscarão os melhores resultados. Em outras palavras, trata-se de estimular o pensamento de dono, mostrando ao colaborador que ele tem autonomia para interferir em processos.

Uma leitura complementar imperdível

No ano passado, nós realizamos uma pesquisa intitulada RE:TRABALHO, com possíveis respostas para as seguintes perguntas:

  • Como o avanço da tecnologia em todas as camadas da sociedade está mudando a relação das pessoas com o trabalho?
  • Quais são as competências mais valorizadas nos profissionais do futuro?
  • Como as empresas estão mudando a forma de trabalhar para atrair e reter talentos?

Nesse estudo, você vai encontrar um mapa super detalhado do cenário atual, e de como pessoas e empresas estão fomentando a cultura digital. Há vários exemplos inspiradores, cases e boas práticas que vão te ajudar a se preparar para as transformações que não param de acontecer.

Agora, caso você queira mergulhar ainda mais fundo nesse novo contexto, o melhor trampolim são os nossos bootcamps. Com eles, você aprende de forma prática, imersiva e em sintonia com as novas demandas do mercado. Ou seja, cultura digital na veia, para todos os dias. E para você nunca mais dizer que no seu tempo era tudo diferente.

Sua cultura é digital? Porque a do seu consumidor é (ou será em breve)

by Kaique Paes tempo de leitura: 5 min
0