imagem com um homem mexendo em dois notebooks

Como a Movile lida com a transformação digital e o futuro do trabalho

Descubra como um dos unicórnios brasileiros se adequam para o futuro do trabalho e capacita seus profissionais para as novas demandas

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Kaique PaesWritten by:

Estamos em 2018, e isso significa que só existem dois tipos de empresas: as que nascem digitais e as que se tornam (ou vão se tornar). A Movile é uma das que está imersa nesse contexto e mindset desde o berço. Visionária desde criancinha. Mas a transformação digital acontece para todos, e continua exigindo adaptações constantemente, até dentro desse unicórnio brasileiro.

Segundo a pesquisa Re:Trabalho, realizada pela Tera em parceria com a Scoop&Co e a Época Negócios, a maioria das empresas (86%) e dos profissionais (85%) consultados afirmaram que o impacto da inovação tecnológica já afetou total ou parcialmente seu trabalho nos últimos cinco anos.

À minoria que não se sentiu afetada ainda, nós alertamos: é apenas uma questão de tempo.

Para entender melhor como empresas e profissionais de tecnologia podem lidar com os desafios do futuro do trabalho (e quais são eles), conversamos com Luciana Carvalho, Head of People da Movile. Ela conta ainda o que buscam em seus colaboradores, como os formam e como os retêm, conciliando as avalanches de mudanças que são de praxe no mundo digital.

Soft Skills x Hard Skills

Que o mercado de tecnologia está aquecido, já sabemos. E da mesma forma que há vagas, há também muitos profissionais no mercado, “mas poucos com o nível de qualificação que buscamos para ter um produto da qualidade que precisamos e um negócio do tamanho que queremos”, diz Luciana.

Na pesquisa Re:Trabalho, foi apresentado um contraste representativo entre o que se espera desses profissionais — como a prática em análise de dados ou em machine learning e inteligência artificial — e seu conhecimento efetivo dessas ferramentas.

Entre os que se declararam capacitados digitalmente, 12% não conhecia nenhuma das competências técnicas listadas e 30% disseram não possuir nenhuma delas. O Movile Next, iniciativa para capacitar gratuitamente desenvolvedores Android, iOS e Backend de nível pleno e sênior, é uma das formas que a empresa encontrou de estreitar esse gargalo.

Com um processo de inscrição que envolve testes técnicos e de encaixe cultural, eles já têm quase 140 formados pelo programa. Desses, 30% a 40% recebem propostas para se juntarem ao time. O Movile Next acaba sendo não apenas um investimento de recrutamento para a própria companhia, como uma contribuição para o ecossistema.

Mais do que a competência técnica (hard skills), no entanto, o que diferencia esses profissionais são suas habilidades (soft skills). Luciana lista seis muito importantes, avaliadas em seus processos de seleção:

  • Capacidade de resolver problemas complexos. Os desafios vão aumentando de tamanho e o raciocínio padrão para solucioná-los tende a não ser mais suficiente. É preciso desenvolver novos métodos para desembaraçar os nós.
  • Pensamento crítico.Fazer as perguntas certas vai muito além de ter as respostas. O profissional do futuro deve conseguir olhar para as questões que o confrontam sob diferentes perspectivas, e se comunicar de forma clara.
  • Criatividade.Ser versátil para lidar com situações, inusitadas ou não, é essencial.
  • Inteligência emocional.Como a mudança é a única constante, a adaptabilidade, a resiliência e a flexibilidade para lidar com frustrações passam a ser exigências básicas.
  • Gestão de pessoas.Independentemente de ter um time para liderar, conseguir engajar outros e colaborar com diferentes perfis pode significar um ganho enorme de eficiência.
  • Capacidade de julgamento e tomada de decisão rápida.Hoje ainda temos a necessidade de nos cercar de muitas informações até decidir seguir determinado caminho, mas nesse novo mundo, é preciso ser ágil e trabalhar com o que está disponível.

Corroborando a visão de Luciana, segundo a pesquisa Re:Trabalho, as habilidades mais demandadas são “Criatividade e inovação” (73%) e “Trabalho em equipe / Gestão de conflito / Gestão de pessoas” (54%).

Retenção

Se encontrar a pessoa certa já é difícil o suficiente, como fazer para que ela queira permanecer na empresa?

Tem quem apele para um banquete aberto de video games, escorregas com piscina de bolinhas, ou para a cerveja de graça às sextas (Deus me livre mas quem me dera). Por mais que possa ajudar, não é suficiente, e a concorrência pelo profissional ideal é intensa.

“Brigo com o mundo inteiro, não só com Campinas ou São Paulo”, conta Luciana. “Meu time recebe propostas para ganhar quatro vezes mais, para trabalhar na Europa ou de casa.”

Ainda assim, a Movile continua tendo uma rotatividade excepcionalmente baixa. Alguns pontos contribuem para isso são:

  • Propósito. O sonho da Movile é fazer a vida de 1 bilhão de pessoas melhor por meio de seus apps, e ela quer ter certeza de que os colaboradores acreditem nele e se sintam parte disso.
  • Liderança forte. A companhia frequentemente promove treinamentos para ter líderes capacitados para motivar o time, dar-lhes autonomia e atender expectativas de desenvolvimento e crescimento da nova geração.
  • Reconhecimento. Como toda cultura sólida, a da Movile é pautada em valores, que são avaliados periodicamente e servem de base também para programas de incentivos. E eles vão além do financeiro, permitindo que colaboradores com bons resultados (do estagiário ao diretor) viagem o mundo para cursar os melhores cursos, participarem dos melhores eventos ou mesmo viverem experiências pessoais que são compartilhadas com toda a equipe. “Esse tipo de coisa faz com que as pessoas tenham senso de dono, valorizem o que fazem e se sintam valorizados”, diz Luciana.
  • Ambiente de trabalho. Mais do que um espaço em que todos se sintam confortáveis e estimulados (muitos acabam indo para o escritório jogar pingue-pongue aos sábados), o clima organizacional também é muito importante. Novos “Movilianos” são convidados a compartilharem seus objetivos e ambições no Mural dos Sonhos, por exemplo, e todos são encorajados a tomarem riscos responsáveis, vivendo em um ambiente onde erros são aceitos e levam ao aprendizado veloz.
  • Novas tecnologias:Inovação é um dos pilares da companhia, que está sempre buscando introduzir ferramentas que mantenham os times entusiasmados e em sintonia com as tendências do setor.

Zona de desconforto

Tanto para reter colaboradores quanto para se manter relevante, a capacidade de se adaptar — ou mesmo se reinventar, como empresa e como profissional — é uma das características principais do futuro do trabalho. Ele exige de nós uma atitude de “eternos novatos”, bem como uma formação multidisciplinar.

Isso se aplica a quem está chegando agora, mas também a gigantes como a Movile. É responsabilidade de cada um se capacitar, mas também das empresas de prepararem seus colaboradores para o que vem por aí.

Luciana inclusive brinca que a transformação é a única certeza que nos aguarda: “Nunca você vai ter conforto sentado na sua cadeira. Se você perceber que está confortável, cuidado: vai vir uma avalanche para mudar tudo.”

 

Quer saber mais? Conheça mais sobre a Movile e sobre as oportunidades de trabalhar na empresa aqui.

Como a Movile lida com a transformação digital e o futuro do trabalho

by Kaique Paes tempo de leitura: 5 min
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