Bootcamp: um novo modo de se capacitar para as demandas do mercado

Se o mercado de trabalho está mudando o tempo todo, nós precisamos reinventar a educação: veja por que bootcamps ajudam a conectar e adaptar pessoas para o novo

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Cinco anos. Essa é a meia-vida de uma habilidade profissional, segundo professores da University of Southern California. Isso significa que a cada 5 anos, ela perde metade de seu valor. Em 10 anos, ela já pode ser considerada obsoleta.

Infelizmente, nenhuma área está imune a se tornar irrelevante. A tendência é que mudanças aconteçam em escala exponencial e nossos ambientes de aprendizado devem acompanhar a velocidade com que o mundo evolui.

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Mas os modelos educacionais tradicionais ainda são lineares e estão longe de suprir essa necessidade. Estamos muito acostumados a escutar que devemos ir da escola para a faculdade, da faculdade para a pós-graduação, e trabalhar 40 anos no mesmo lugar, porque, opa, depois vem a aposentadoria!

Não leve a mal, a formação acadêmica ainda é muito importante e não há nada de errado em fazer carreira dentro de uma empresa. Mas para a maioria, esses dias ficaram para trás.

De acordo com relatório do World Economic Forum, a média atual de tempo que uma pessoa passa em uma mesma organização é de 4,2 anos. O mesmo estudo conta que 35% das habilidades que profissionais precisariam ter nesse momento — independente da indústria — terão mudado até 2020.

Para você que esquece e costuma calcular que os anos 90 foram 10 anos atrás: 2020 é daqui a um ano e meio.

Sim, rápido. Não dá para esperar ninguém terminar um curso de pós-graduação para ganhar uma nova competência. É por isso que precisamos de novos modelos.

Desaprender e Reaprender

O lifelong learning, um dos pilares da nova educação e da Tera, é baseado nessa necessidade do mercado e das pessoas de se desenvolverem constantemente. Que passa a ser de forma automotivada, ágil, prática, aprofundada, e sem estar acorrentada a velhos paradigmas.

“Essa tendência revela que, ao longo dos próximos anos, todo profissional terá que buscar momentos de aprendizados com profundidade e com velocidade muito mais rápida do que o paradigma anterior, que era de pós-graduação longa”, afirma Leandro Herrera, CEO e Founder da Tera.

Claro, se a meia-vida de uma habilidade for de 5 anos, você vai querer se adiantar a esse declínio de valor.

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Um exemplo um tanto extremo, mas que ajuda a explicar: se você é um entregador de pizza e sabe que drones, carros autônomos e outras tecnologias de interação logo logo vão substituir qualquer “foi aqui que pediram uma pepperoni família?”, por que esperar até que o façam?

Pelo menos a cada dois ou três anos é preciso consultar suas próprias competências e adquirir novas — basicamente, se preparar para o próximo passo antes que seja tarde demais.

“Os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não conseguirão aprender, desaprender e reaprender”. – Alvin Tofler, futurista norte americano

Para profissionais já formados e inseridos no mercado, as opções costumam ser cursos livres, muitas vezes curtos e superficiais, que duram às vezes um final de semana; ou online e de longa duração, mas que têm uma alta taxa de evasão pela dificuldade em seguir o processo sozinho. Do outro lado, uma especialização como a pós-graduação ou o MBA tende a ser cara, leva em média um ano e meio para ser concluída e tem, na maioria das vezes, um currículo genérico e dissociado das demandas do mercado, principalmente do setor de tecnologia.

Mas aí surgiu um tal de bootcamp: um modelo rápido, porém não tanto a ponto de ser raso. Na verdade bastante aprofundado, ele se fixa em uma competência específica e em aplicações práticas.

Bootcamp

A nomenclatura é herdada dos militares: um campo de treinamento de recrutas é curto, intenso, rigoroso, e prepara novos soldados para suas tarefas nas forças armadas. As características de um bootcamp de ensino são semelhantes, com a exceção de que ninguém vai raspar sua cabeça ou ficar gritando na sua cara.

Por trás dele, há três particularidades:

Focado em uma competência

O que um bootcamp faz, em essência, é filtrar e condensar. Imagine, por exemplo, uma faculdade de ciências da computação, que inclui uma ampla gama de tópicos ao longo de seus 8-10 semestres. Há disciplinas sobre redes, sistemas operacionais e teorias da computação, as quais ajudam a compreensão do assunto, mas não podem ser diretamente aplicadas no dia a dia de um desenvolvedor.

Se uma pessoa quer aprender a programar, digamos, ela pode acessar um conteúdo mais específico, que inclui apenas as habilidades pertinentes para seus objetivos profissionais. Isolar o que há de mais relevante ajuda a estreitar a distância entre a academia e o mundo real, em que o que conta são as necessidades do mercado.

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No caso da Tera, as competências em foco dos bootcamps estão na lista das mais procuradas por empregadores no LinkedIn em todo o mundo. Logo, ao completar um curso, um aluno tem imediatamente um ganho de possibilidades na carreira.

Rápido e imersivo

Bootcamps costumam durar entre 8 e 12 semanas, com aulas de pelo menos 3 horas, alguns dias na semana. Certos módulos intensivos podem ter aulas de 8 horas todos os dias, mas também são mais curtos em total de semanas.

Além da imersão no tema de estudo, alunos desenvolvem a prática de trabalhar em equipes, com prazos apertados, aplicando imediatamente o que estão aprendendo, muitas vezes com a mentoria de experts do mercado, como é o caso na Tera. Mas ainda que exija bastante dedicação, geralmente o programa é facilmente conciliável com outras responsabilidades.

Um dos diferenciais é justamente que cada um tem a liberdade de construir sua jornada de educação continuada de forma fluida, sem precisar fazer um investimento de tempo e dinheiro que vá demandar um comprometimento por um longo período, transformar completamente sua rotina ou acabar com suas economias, como seria o caso de uma pós-graduação em universidade privada, por exemplo.

Integração com mercado de trabalho

Todo o currículo de cada programa é estruturado em conjunto com profissionais experientes da área em que o curso estará focado — inclusive tendo alguns deles como instrutores, mentores ou facilitadores. Isso permite garantir que o que é ensinado tem relação com o que o mercado pede e trazer exemplos reais de aplicação das competências.

Na Tera, os próprios alunos são encorajados a trazerem seus projetos para serem discutidos e trabalhados em sala. Há ainda empresas que frequentemente apresentam desafios existentes para serem resolvidos pelas turmas. A SmartMEI é uma delas — um aplicativo de gestão para microempreendedores individuais que três vezes já tiveram projetos de verdade elaborados por participantes do Bootcamp de User Experience Design.

 “Bootcamp é o modelo ideal porque é rápido, mas não tanto a ponto de ser superficial; e tem profundidade, porque é focado em uma competência específica. Por natureza, é hands on, muito prático. E o processo educacional se aproxima muito daquilo que o profissional vai viver no dia seguinte no mercado de trabalho”. Leandro Herrera, CEO e Founder da Tera

Não espere

Entregadores de pizza ou programadores, precisamos todos começar agora a adquirir as habilidades que vamos precisar daqui a 5 anos. O futuro exponencial pode ser difícil de prever, mas não é difícil fazer parte dele se assumirmos o comando do nosso próprio desenvolvimento. Assim, seguiremos aprendendo — e sendo relevantes — continuamente.

Quer saber mais? Confira os bootcamps oferecidos pela Tera nas áreas de Product Growth Marketing, Digital Product Leadership, Data Science & Machine Learning for Business e User Experience Design.

Bootcamp: um novo modo de se capacitar para as demandas do mercado

by Kaique Paes tempo de leitura: 5 min
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