homem sentado em uma mesa, com um fone de ouvido preto, em frente a um macbook aberto

Blended learning: o que é e como funciona essa nova forma de educação

O Blended Learning é uma metodologia que promove a inovação na educação. Descubra o que significa e qual a vantagem dele na educação adulta

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Kaique PaesWritten by:

Você estuda, se forma e ganha um papel que diz que você está preparado para construir uma carreira de sucesso. Mas uma coisa que a faculdade não ensina é que muito do que você aprendeu rapidamente vai se tornar obsoleto para o mercado de trabalho (se é que já não aconteceu).

De acordo com relatório de 2017 do World Economic Forum, 35% das habilidades que profissionais precisariam ter neste momento — independentemente da indústria — terão mudado até 2020. É assim que nos chocamos com o fenômeno chamado Skill Gap, a lacuna de habilidades entre o que os empregadores esperam e precisam que seus funcionários sejam capazes de fazer e o que eles sabem realmente podem realizar.

Aqui no Brasil, fizemos um estudo, em parceria com a Scoop&Co e a Época Negócios, para entender como o mercado está se transformando e como a tecnologia vem impactando o trabalho. O resultado você pode conferir clicando aqui.

Ela existe, primordialmente, porque não nos preocupamos em acompanhar essa demanda de capacitação no ritmo que o mercado exige. Ou porque não sabemos como. Afinal, cadê tempo para olhar para o longo-prazo e investir no seu próprio desenvolvimento se todo mês tem boleto novo para pagar?

O Blended Learning pode ajudar. Essa modalidade de ensino, combinada com metodologias ativas e uma cultura de inovação, tem ajudado instituições (entre elas, a Tera) a criar planos de estudos mais interessantes, flexíveis, e em sintonia com as habilidades que o futuro demanda de todos nós.

homem sentado em frente a uma mesa celular que possui um notebook. O homem usa fone de ouvido e um celular na mão

E o que é Blended Learning mesmo?

O Blended Learning combina aspectos do ensino online com o presencial, permitindo a personalização da jornada de cada aluno de acordo com suas necessidades e ampliando sua experiência de aprendizagem — ela pode acontecer a qualquer hora, em qualquer lugar, em seu próprio ritmo.

Geralmente, esse método consiste em três componentes principais:

  • Atividades em sala de aula, guiadas por um Expert e um facilitador;
  • Materiais de estudo online, que podem incluir desde artigos até lives e podcasts;
  • Tempo de estudo individual e estruturado, com base nos materiais oferecidos ou nas atividades desenvolvidas presencialmente.

Isso redefine alguns conceitos aos quais estamos acostumados, herdados daquela velha sala de aula com quadro negro e professores mandando todos abrirem seus livros na página 36.

Por exemplo, o papel dos instrutores muda: eles existem para dar suporte em suas áreas de expertise, aprofundar o conhecimento exposto nos materiais de estudo e preencher as possíveis lacunas de entendimento.

Mas esqueça aquela história de ter um senhor do conhecimento, detentor-mor do conteúdo. O aluno passa a ser protagonista e principal agente de seu próprio aprendizado. E mais do que apenas absorver um conhecimento novo, ele acaba desenvolvendo competências como empatia, colaboração, autonomia e adaptatividade — extremamente pertinentes para o futuro do trabalho, diga-se de passagem.

Todo esse processo se torna mais eficiente quanto mediado por tecnologia, outra peça-chave do Blended Learning. Isso quer dizer que a interação pode continuar acontecendo ao vivo, mesmo que remotamente (via webinars, por exemplo), porém, além dela, a variedade de ferramentas ajuda o facilitador a monitorar o crescimento de cada estudante e a dar feedbacks em tempo real.

O mesmo vale para a interação entre alunos. Ainda que cada um siga seu próprio caminho, o mix entre ambientes online e presencial permite que eles troquem informações de maneira mais eficaz, se apoiem, e cheguem a um mesmo destino com níveis muito próximos de aproveitamento.

“Ah, então é como um ensino semipresencial!”

Na-na-ni-na-não. Há diferenças.

Blended Learning vs. Ensino Semipresencial

Ainda existe muito da educação tradicional em instituições de todo tipo pelo Brasil. A classe senta em fileiras, escuta o professor por algumas horas, e depois testa o quanto foi absorvido por meio de provas e exercícios.

Se você estava anotando tudo em vez de desenhar nas margens do caderno e foi capaz de memorizar as respostas do que foi perguntado, excelente. Se você não conseguiu acompanhar o suficiente, bom… é uma pena. Fica para a próxima.

O que o ensino semipresencial faz — e que é muito relevante — é transferir parte dessas aulas para uma plataforma online, de modo que seja mais fácil consumir o conteúdo que elas oferecem. Ele intercala disciplinas e módulos presenciais com momentos de aprendizagem a distância.

Isso não garante, no entanto, que metodologias ativas e interatividade façam parte do processo. Não há, necessariamente, abordagens de resolução de problemas, estruturação de projetos, ou outras estratégias voltadas para a inovação. O foco continua sendo a transmissão de conhecimento.

O Blended Learning subverte essa lógica: ele transforma uma abordagem mão-única em uma via de mão dupla. Ele faz mais que quebrar a barreira entre online e offline. Em vez disso, integra os dois de forma quase imperceptível para criar espaços realmente interativos, centrados no aluno, e que incorporem o desenvolvimento de habilidades do futuro.

foto superior de uma mulher utilizando um notebook em uma mesa branco onde existe um computador, uma flor e uns documentos

As vantagens do Blended Learning

Flexibilidade

Conveniência é palavra de ordem hoje em dia. Se podemos ter acesso a qualquer objeto sem sair de casa, porque seria diferente com a educação? A tecnologia permite que alunos controlem quando e onde vão aprender.

Plano de estudos individualizado

Nem todo mundo aprende da mesma forma. O Blended Learning oferece a possibilidade de ajustar volume de estudos, ferramentas, canais, assuntos e o nível de interação ao seu próprio estilo e tempo. Enquanto isso, instrutores podem também casar essas preferências com os objetivos de cada aluno para planejar suas aulas, enfatizar determinados pontos focais e, assim, ajudá-los a avançar de forma mais eficaz.

Interatividade

Cada aluno tem seu ritmo, mas o aprendizado ainda conta com o aspecto social. Nessa modalidade, entretanto, as interações entre estudantes se dão virtualmente, além de presencialmente, e o compartilhamento de conhecimento e experiências é incentivado principalmente em torno de alcançar objetivos coletivos.

Mais dinamismo

Parte da mistura que provê o Blended Learning é poder utilizar mecanismos variados e multimídia, inclusive as que transcendem espaços físicos ou que possam ser altamente inovadoras.

Maior engajamento e aproveitamento

Aprendizagem potencializada por tecnologia provou aumentar taxas de retenção dos alunos, tanto em sala de aula quanto à distância. Métodos que estimulam a criatividade, a participação e a experimentação os mantém interessados e engajados por mais tempo, gerando melhores resultados.

À prova do futuro

Ninguém está blindado contra a obsolescência. O mundo está mudando e os negócios mudam com ele, bem como as habilidades que eles demandam.

O que podemos fazer, entretanto, é nos blindarmos contra a incapacidade de acompanhar essa transformação — desenvolvermos competências que facilitem o reaprender, buscarmos cursos que abordem inovação enquanto usam métodos inovadores.

Para isso, é preciso ser protagonista tanto em sala de aula quanto protagonista de seu próprio crescimento. Quem sabe o Blended Learning não seja um meio para nos tornarmos futureproof?

Blended learning: o que é e como funciona essa nova forma de educação

by Kaique Paes tempo de leitura: 5 min
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